{"id":1774,"date":"2025-10-30T15:04:29","date_gmt":"2025-10-30T18:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/?page_id=1774"},"modified":"2025-12-07T20:46:30","modified_gmt":"2025-12-07T23:46:30","slug":"preciosa-ouro-preto-uma-cidade-negra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/preciosa-ouro-preto-uma-cidade-negra\/","title":{"rendered":"PRECIOSA OURO PRETO: UMA CIDADE NEGRA"},"content":{"rendered":"\n<p>Por:<a href=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/participante\/janete-fonseca\/\"> Profa. Dra. Janete Flor de Maio Fonseca<\/a> \u2013 DEETE NEABI UFOP \/GTEP-MG<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"mailto:flormaio@ufop.edu.br\">flormaio@ufop.edu.br<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>No ano de 2005, o <em>Movimento Social Negro de Ouro Preto<\/em> conquistou uma grande vit\u00f3ria: a substitui\u00e7\u00e3o da bandeira do munic\u00edpio. O antigo estandarte trazia os repugnantes dizeres: <em>PROETIOSVM TAMEM MIGRVM<\/em> &#8211;&nbsp; \u201c<em>Precioso ainda que Negro\u201d<\/em>. Foi na&nbsp; luta de mulheres e homens negros ouropretanos que&nbsp; se conquistou a troca para <em>PROETIOSVM AURUM NIGRVM<\/em> &#8211; \u201c<em>Precioso Ouro Negro\u201d<\/em>. A antiga bandeira foi incinerada, e&nbsp; suas cinzas, com os&nbsp; dizeres racistas, est\u00e3o guardadas no <em>Arquivo P\u00fablico Municipal<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ar este texto descritivo sobre a cidade de Ouro Preto com este epis\u00f3dio recente, por\u00e9m simb\u00f3lico, \u00e9 uma forma de&nbsp; reconhecer a resist\u00eancia hist\u00f3rica de seu povo preto. Essa a\u00e7\u00e3o significativa, somada \u00e0 mudan\u00e7a dos dizeres da bandeira, se torna ainda mais importante \u00e0 medida que nos aprofundamos em sua hist\u00f3ria, a sua cultura, a suas formas de trabalho, seus modos de vida, sua religiosidade e suas diversas intelig\u00eancias. A Ouro Preto que descrevemos aqui, n\u00e3o \u00e9 a cidade convencional da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, como destacam os livros did\u00e1ticos ou os materiais de divulga\u00e7\u00e3o tur\u00edstica oficial. Focamos nossa aten\u00e7\u00e3o para a cidade negra,&nbsp; que desafia&nbsp; a&nbsp; heran\u00e7a portuguesa e celebra suas ra\u00edzes africanas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio de Ouro Preto, com seus treze distritos, \u00e9 o retrato de um Brasil marcado pela presen\u00e7a negra, composta&nbsp; por escravizados, livres e libertos. Sua ocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1&nbsp; ligada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o aur\u00edfera do s\u00e9culo XVIII. No per\u00edodo, colonizadores paulistas invadiram c\u00f3rregos e morros, vitimando os povos origin\u00e1rios que habitavam a regi\u00e3o, ancestrais dos atuais Borum-Krem, que ainda resistem no local. O \u201cOuro Preto\u201d,&nbsp; assim denominado devido \u00e0 intensa presen\u00e7a de \u00f3xido de ferro, foi o atrativo inicial. No entanto, a descoberta de veio aur\u00edfero em c\u00f3rregos e ribeir\u00f5es incentivou a invas\u00e3o de portugueses e paulistas. Contudo, a chegada de outros povos estrangeiros, os africanos, deixaria uma marca mais profunda no territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os colonizadores portugueses conviviam em \u00c1frica com&nbsp; diversos povos desde o s\u00e9culo XV. Primeiramente, apresentaram-se como aliados e, assim, conseguiram conhecer de perto seus conhecimentos t\u00e9cnicos e m\u00e9todos utilizados na minera\u00e7\u00e3o. A&nbsp; descoberta de ouro em Minas Gerais provocou&nbsp; uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as significativas, incluindo o aumento do sequestro e da&nbsp; escraviza\u00e7\u00e3o&nbsp; de africanos que foram trazidos&nbsp; para o Brasil, al\u00e9m da&nbsp; ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio que incentivou o crescimento urbano, tudo&nbsp; em fun\u00e7\u00e3o da&nbsp; explora\u00e7\u00e3o do ouro. A <em>Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto<\/em> foi estabelecida em 8 de julho de 1711, exaltando sua riqueza aur\u00edfera. O nome s\u00f3 foi modificado ap\u00f3s a independ\u00eancia do Brasil, quando a cidade passou a ser denominada \u201cImperial Cidade de Ouro Preto\u201d. Quando o&nbsp; Imp\u00e9rio caiu, levou consigo o t\u00edtulo, e sobrou apenas o atual Ouro Preto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Mas, voltando ao s\u00e9culo XVIII, deparamos com o per\u00edodo de maior explora\u00e7\u00e3o de ouro e pedras preciosas. Dados indicam que&nbsp; mais de 100 toneladas de ouro foram retiradas por escravizados das entranhas das terras ouropretanas. Nesse per\u00edodo, a cidade, que foi densamente povoada, superando S\u00e3o Paulo e Nova York, direcionava toda sua produ\u00e7\u00e3o para o sustento da atividade mineradora. E qual a situa\u00e7\u00e3o dos negros escravizados? Foram destinados \u00e0 todas as fun\u00e7\u00f5es da cadeia de produ\u00e7\u00e3o. Estavam envolvidos na extra\u00e7\u00e3o, na coordena\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o,&nbsp; na constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das minas, e na implementa\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o mineral herdados de suas experi\u00eancias familiares. Exemplos do saber africano na minera\u00e7\u00e3o podem ser vistos hoje&nbsp; em visitas a antigas minas, como a <em>Mina do Veloso<\/em>, onde podemos aprender mais sobre t\u00e9cnicas de escoramento, ferramentas, compreens\u00e3o dos minerais e a compet\u00eancia dos engenheiros e mineradores, todos&nbsp; negros, que extra\u00edram ouro e outros minerais preciosos do subsolo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Negros tamb\u00e9m estavam presentes&nbsp; no com\u00e9rcio, nas obras p\u00fablicas, no servi\u00e7o de coleta de lixo e animais, na organiza\u00e7\u00e3o das casas, no atendimento de enfermagem&nbsp; a doentes na <em>Santa Casa de Miseric\u00f3rdia<\/em>, nas irmandades respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o das c\u00e9lebres igrejas barrocas,&nbsp; nas bandas de m\u00fasicas que acompanhavam as missas dominicais, e at\u00e9 mesmo nas pe\u00e7as de teatro encenadas na <em>Casa da \u00d3pera<\/em>, inaugurada em julho de 1770.&nbsp; Negros estavam presentes em todos os lugares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E circulavam pela cidade, resgatando sua humanidade nas rodas de capoeira em um dos seus&nbsp; <em>16 chafarizes<\/em>, locais vistos como perigosos por serem ref\u00fagios de negros escravizados, livres e libertos. Tamb\u00e9m estavam aquilombados nos morros nas fronteiras do munic\u00edpio ou em arraiais e distritos mais afastados. O retorno \u00e0 cidade acontecia nos locais de comemora\u00e7\u00e3o, como o \u201c<em>Largo da Alegria<\/em>\u201d, onde as pessoas se reuniam para fazer m\u00fasica e festejar a liberdade. Contudo,&nbsp; esses trabalhadores tamb\u00e9m contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o da cidade, trazendo t\u00e9cnicas de edifica\u00e7\u00e3o e embelezamento, como&nbsp; esculturas em pedra sab\u00e3o, herdadas de sua experi\u00eancia africana, e eternizadas nas obras do genial artista&nbsp; <em>Ant\u00f4nio Francisco Lisboa<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Homens e Mulheres africanos ocuparam os espa\u00e7os&nbsp; urbanos, criando um mundo repleto de mem\u00f3rias&nbsp; de suas na\u00e7\u00f5es africanas, com diversas linguagens e modos de vida. Sua religiosidade \u00e9 um exemplo disso, j\u00e1 que uniram rituais africanos aos do catolicismo, originando manifesta\u00e7\u00f5es \u00fanicas que ainda hoje adornam&nbsp; e ocupam as ruas da cidade. S\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es culturais como&nbsp; os <em>reinados<\/em>, <em>congados<\/em> e <em>folias<\/em>. Um conjunto de express\u00f5es que integra valores de diferentes culturas e que tamb\u00e9m desempenha um papel essencial ao preservar e destacar a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria do povo afrodi\u00e1sporico por meio da oralidade, dos cantos e de seus s\u00edmbolos. Ouro Preto recebeu, e foi constru\u00edda por diversos desses povos, inicialmente classificados somente como \u201cAfricanos\u201d, oriundos de grupos que, em grande parte, estabeleceram sua identidade \u00e9tnica no Brasil. Isso se aplicou aos&nbsp; Angola, Congo, Monjolo, Jeje e Mina. Todos poderiam se reunir no Padre Faria, um dos bairros com maior popula\u00e7\u00e3o negra da cidade, onde est\u00e1 a sede da&nbsp; <em>Casa de Cultura Negra<\/em>, um espa\u00e7o dedicado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e da mem\u00f3ria negra na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ao lado da Casa de Cultura Negra, est\u00e1 a imponente <em>Igreja Matriz de Santa Efig\u00eania<\/em>, uma constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII. De acordo como&nbsp; os habitantes de Ouro Preto, a matriz foi erguida com o apoio financeiro de <em>Chico Rei<\/em>, um nobre africano escravizado que se tornou famoso por conseguir enriquecer e libertar outros escravizados. Em seu interior, a presen\u00e7a africana e afrobrasileira \u00e9 evidenciada por diversos&nbsp; s\u00edmbolos, como&nbsp; b\u00fazios, contas, men\u00e7\u00f5es a orix\u00e1s como Oxum, Ians\u00e3 e Iemanj\u00e1, um Papa Negro e s\u00edmbolos Adinkras. Os&nbsp; africanos e seus descendentes, todos herdeiros de Chico Rei, deixaram vest\u00edgios da sua presen\u00e7a na cidade ao longo do tempo, \u00e9 necess\u00e1rio treinar o olhar para reconhec\u00ea-los, compreend\u00ea-los e absorver suas mensagens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje a&nbsp; Historiografia Brasileira tem um novo desafio, mostrar a Hist\u00f3ria Negra al\u00e9m da viol\u00eancia da escravid\u00e3o, isso inclui a inser\u00e7\u00e3o nos curr\u00edculos escolares, de acordo com a lei 10.639\/03,&nbsp; da contribui\u00e7\u00e3o negra para a&nbsp; constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, suas hist\u00f3rias, personagens, cria\u00e7\u00f5es, saberes e resist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Preciosa \u00e9 a Ouro Preto forjada e constru\u00edda por m\u00e3os e mentes negras, uma joia preciosa que se revela nas ruas, na arquitetura, e nas conex\u00f5es da comunidade com o sagrado. Sua alegria se expressa em celebra\u00e7\u00f5es populares ricas em africanidades, como o carnaval, as festas juninas, e at\u00e9 mesmo a semana santa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio preto contempor\u00e2neo se reinventa por meio do conhecimento compartilhado por ag\u00eancias como o&nbsp; <em>Coletivo Outro Preto<\/em>, o \u201cBaile Charme\u201d da garotada esperta do <em>Coletivo Vila Pobre<\/em>, e nas caminhadas afrocentradas pelos bairros&nbsp; Ant\u00f4nio Dias, Padre Farias e Alto da Cruz, organizadas pelo <em>Coletivo Palma Preta<\/em>. As Irmandades religiosas negras continuam a desempenhar seu papel hist\u00f3rico de assist\u00eancia social \u00e0 comunidade, como \u00e9 o caso da Irmandade de <em>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos<\/em>. Elas refor\u00e7am tanto a conex\u00e3o com o sagrado quanto a vida cotidiana da comunidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os terreiros de candombl\u00e9 e umbanda, as rodas de samba e pagode, bem como os corpos negros que aqui nasceram ou transitam pelas ladeiras e largos, s\u00e3o outros exemplos de quilombos urbanos. Visitar Ouro Preto \u00e9 tamb\u00e9m conhecer sua comunidade negra, que se manteve vis\u00edvel e resistente, sem se esconder ou se render. Uma comunidade sempre atenta e envolvida, sendo o protagonista de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. A mesma comunidade que expressou sua indigna\u00e7\u00e3o grafitando nos muros: <em>\u201cA cidade \u00e9 da Humanidade, mas n\u00e3o \u00e9 da Comunidade\u201d<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Encerramos assim, homenageando mais uma vez o&nbsp; coletivismo negro de Ouro Preto, pois \u00e9 desta forma que mantemos viva nossa mem\u00f3ria ancestral. Numa narrativa que exalta a import\u00e2ncia de Ouro Preto, uma cidade constru\u00edda pela presen\u00e7a ind\u00edgena, europeia, e sobretudo, africana e afrodescendente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00eaNCIAS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>FARIA, Juliana Barreto;GOMES, Fl\u00e1vio dos Santos; SOARES, Carlos Eug\u00eanio L\u00edbano; ARA\u00daJO, Carlos Eduardo Moreira de. Cidades negras: africanos, crioulos e espa\u00e7os urbanos no Brasil escravista do s\u00e9culo XIX. S\u00e3o Paulo: Alameda, 2006. 174p.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>FERREIRA, Eduardo Evangelista. Patrim\u00f4nio Mineiro na Serra do Veloso em Ouro Preto \u2013 MG: registro, an\u00e1lise e proposi\u00e7\u00e3o de circuitos geotur\u00edsticos interpretativos. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Ouro Preto\/ UFOP\/Escola de Minas \/DEP. Geologia. 2017.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>FONSECA, Janete Flor de Maio Fonseca. Tradi\u00e7\u00e3o e Modernidade. A resist\u00eancia de Ouro Preto \u00e0 mudan\u00e7a da capital. Ouro Preto: Editora da UFOP,2016. 133pg.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>GRAMNONT, Guiomar. Aleijadinho e o aeroplano : o para\u00edso barroco e a constru\u00e7\u00e3o do her\u00f3i colonial. Rio de Janeiro : Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2008.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>LOPES, Nei. Bantos, Mal\u00eas e Identidade Negra. 4\u00aa Ed. Revisada. Belo Horizonte: Aut\u00eantica,2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>RIOS, Ana Lug\u00e3o; MATTOS, Hebe Maria. Mem\u00f3rias do cativeiro: fam\u00edlia, trabalho e cidadania no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2005. 301 p.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Joana D&#8217;Arc de. Da senzala para onde? Negros e negras no p\u00f3s aboli\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Carlos \u2013 SP&nbsp; (1880-1910). Tese de Doutorado em Arquitetura e Urbanismo. SP: USP, 2015.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>SANTOS, Sidn\u00e9a Francisca dos. &#8220;Pisa Nesse Ch\u00e3o Devagarinho- Mem\u00f3ria e Resist\u00eancia dos Grupos de Congado e Mo\u00e7ambique de Ouro Preto nos \u00faltimos 20 anos ( 2003-2023)&#8221;. Contagem: Editora Escola Cidad\u00e3,2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>SODR\u00c9, Muniz. O Terreiro e a Cidade: a forma social negro-brasileira. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo: Imago, 2002. 182 p. (Bahia: prosa e poesia).<\/p>\n\n\n\n<p>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Profa. Dra. Janete Flor de Maio Fonseca \u2013 DEETE NEABI UFOP \/GTEP-MG flormaio@ufop.edu.br&nbsp; No ano de 2005, o Movimento Social Negro de Ouro Preto conquistou uma grande vit\u00f3ria: a substitui\u00e7\u00e3o da bandeira do munic\u00edpio. O antigo estandarte trazia os repugnantes dizeres: PROETIOSVM TAMEM MIGRVM &#8211;&nbsp; \u201cPrecioso ainda que Negro\u201d. 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