{"id":1765,"date":"2025-10-31T05:45:45","date_gmt":"2025-10-31T08:45:45","guid":{"rendered":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/?page_id=1765"},"modified":"2025-10-31T06:01:51","modified_gmt":"2025-10-31T09:01:51","slug":"belo-horizonte-uma-capital-forjada-nas-experiencias-afrodiasporicas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/belo-horizonte-uma-capital-forjada-nas-experiencias-afrodiasporicas\/","title":{"rendered":"Belo Horizonte: uma capital forjada nas experi\u00eancias afrodiasp\u00f3ricas"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Por: <a href=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/participante\/silvia-brugger\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/participante\/silvia-brugger\/\">Josemeire Alves Pereira<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>A atual capital de Minas Gerais foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 e est\u00e1 situada na regi\u00e3o central do Estado, ocupando uma \u00e1rea urbanizada de 274,04 Km2. A cidade, projetada no contexto da intensifica\u00e7\u00e3o dos debates sobre a transfer\u00eancia da capital do Estado, de Vila Rica para outra localidade, em fun\u00e7\u00e3o do projeto de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica intentado pelas elites pol\u00edticas do Estado, \u00e0 \u00e9poca, foi a segunda das quatro capitais planejadas, no pa\u00eds, sendo\u00a0 a primeira destas a ser constru\u00edda. Os trabalhos da Comiss\u00e3o Construtora da Nova Capital, conduzida pelo engenheiro paraense Aar\u00e3o Reis, transformaram profundamente parte do territ\u00f3rio do antigo povoado setecentista do Curral Del Rei, sobre o qual instalou-se a Cidade de Minas, que foi depois nomeada de Bello Horizonte &#8211; por refer\u00eancia ao nome que se legara ao arraial, ap\u00f3s a institui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"701\" height=\"445\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Planta-Cadastral-do-Arraial-de-Bello-Horizonte-1894.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1806\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Planta-Cadastral-do-Arraial-de-Bello-Horizonte-1894.jpg 701w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Planta-Cadastral-do-Arraial-de-Bello-Horizonte-1894-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 701px) 100vw, 701px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Planta Cadastral do Arraial de Belo Horizonte de 1894.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Trata-se, pois, de uma capital planejada no contexto do imediato P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o &#8211; a despeito do sil\u00eancio da historiografia da cidade a respeito. E isto merece aten\u00e7\u00e3o, considerando-se os princ\u00edpios higienistas e positivistas que guiaram o planejamento e o ordenamento do novo espa\u00e7o urbano &#8211; concebido para ser \u201ca noiva do progresso\u201d, \u201ca capital da Rep\u00fablica\u201d, um signo, enfim, da modernidade e do progresso desde ent\u00e3o -, e que resultaram em uma cidade fortemente segregada em termos raciais. Assim, a popula\u00e7\u00e3o atual de Belo Horizonte, constitu\u00edda, segundo o Censo de 2022, \u00e9 constitu\u00edda por 2.315.560 pessoas, das quais, de acordo com o Censo de 2022, autodeclaram-se pretas 13%, e pardas 42,6% &#8211; uma maioria, de gente negra -, que est\u00e1 distribu\u00edda, contudo, longe das regi\u00f5es enobrecidas pela gentrifica\u00e7\u00e3o da cidade (Centro-Sul e Pampulha, principalmente) &#8211; e com concentra\u00e7\u00e3o de pessoas pretas em localidades cada vez mais distantes dessas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1807\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-300x199.jpg 300w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-768x510.jpg 768w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-1536x1021.jpg 1536w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Av.-do-Contorno-\u2013-Floresta.-B.-Horizonte-_1920-1930-Fonte-Museu-Historico-Abilio-Barreto-2048x1361.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Avenida do Contorno, Bairro Floresta em Belo Horizonte, entre as d\u00e9cadas de 1920 e 1930. Fonte: Museu Hist\u00f3rico Ab\u00edlio Barreto. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de gente africana e sua descend\u00eancia produzindo o territ\u00f3rio foi registrada nos Mapas de Popula\u00e7\u00e3o, desde os tempos da ent\u00e3o freguesia do Curral Del Rei. No s\u00e9culo XIX, a soma da popula\u00e7\u00e3o descrita como \u201cpreta\u201d e \u201cparda\u201d (ou \u201cmulata\u201d), independente do aumento ou queda da popula\u00e7\u00e3o total, chegou a perfazer cerca de 70% a 80% (PEREIRA, 2019, p. 34-90). No Recenseamento do Imp\u00e9rio do Brazil, de 1872, das 5.463 pessoas que compunham, ent\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o da freguesia de N. Sra. da Boa Viagem do Curral del Rei, 5.027 eram livres e 436 escravizadas. Dentre as livres, observa-se uma maioria de gente preta e parda: 1449 mulheres pardas, 1212 homens pardos, 376 mulheres pretas e 336 homens pretos, notando-se a predomin\u00e2ncia dos considerados pardos &#8211; especialmente das mulheres pardas. J\u00e1 dentre as\/os escravizadas\/os, os 155 homens pardos predominavam, sendo seguidos pelas 111 mulheres pardas, 86 homens pretos e 84 mulheres pretas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"743\" height=\"405\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1800\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-1.png 743w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-1-300x164.png 300w\" sizes=\"(max-width: 743px) 100vw, 743px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"433\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1801\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-2.png 704w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-2-300x185.png 300w\" sizes=\"(max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"725\" height=\"392\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1802\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-3.png 725w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/image-3-300x162.png 300w\" sizes=\"(max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos dados do perfil da popula\u00e7\u00e3o do lugar, quando da constru\u00e7\u00e3o da Nova Capital. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que a grande maioria de quem hoje denominar\u00edamos como negras fizesse parte das fam\u00edlias que habitavam as \u201ccafuas\u201d situadas nos limites dos interesses da Comiss\u00e3o Construtora e que, consideradas insalubres, foram destru\u00eddas sem direito a indeniza\u00e7\u00e3o &#8211; ao contr\u00e1rio do que ocorreu com os habitantes brancos que conseguiam demonstrar sua propriedade sobre terrenos e casas de alvenaria. Testemunha daqueles tempos, o Pe. Francisco Dias Martins &#8211; ele pr\u00f3prio um homem negro &#8211; registrou em seu livro <em>Tra\u00e7os Hist\u00f3ricos e Descriptivos de Bello Horizonte<\/em>, de 1897, descrevia o desespero dos que eram expulsos de suas terras por Aar\u00e3o Reis:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CITA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Calafate e Piteiras foram o asilo da pobreza, e hoje est\u00e3o quase transformados em dois arraialetes.<\/p>\n\n\n\n<p>De um misto de sentimento e de esperan\u00e7a foi-nos a assist\u00eancia do \u00eaxodo da antiga popula\u00e7\u00e3o para os lugares supra-indicados. Movemo-nos \u00e0 compaix\u00e3o por vermos as dificuldades com que lutavam os pobres, para de novo se estabelecerem, por vermo-los, muitas vezes, com as l\u00e1grimas nos olhos, se queixarem da sorte, pelas perip\u00e9cias e amarguras porque iam t\u00e3o bruscamente passando.<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma cena triste e comovedora essa da emigra\u00e7\u00e3o da maioria dos habitantes para outras paragens mais rec\u00f4nditas e solit\u00e1rias de seu querido Curral D\u2019El-Rei!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Piteiras \u00e9 o nome da Fazenda adquirida por uma dessas fam\u00edlias negras, contudo, e que constitui o atual territ\u00f3rio do Quilombo dos Lu\u00edzes &#8211; um dos cinco reconhecidos como tais, na cidade. Em Lu\u00edzes &#8211; ou na terra dos negros das Piteiras, como se identificavam as\/os quilombolas, os modos de vida do Curral Del Rei de antes da chegada da cidade se mantiveram por muito tempo, em contraponto \u00e0 modernidade e ao progresso excludentes da Nova Capital. No antigo arraial, caracterizado por uma economia agr\u00e1ria de subsist\u00eancia, a rela\u00e7\u00e3o que a maioria de sua popula\u00e7\u00e3o, de origens predominantemente Bantu, guardava para com a terra era provavelmente similar \u00e0 que descreve Bunseki Fu-Kiau, n\u2019<em>O livro africano sem t\u00edtulo: cosmologia dos Bantu-Kongo<\/em>, (2024 [2001], p. 114-115):<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CITA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>O que os\/as Bantu-Kongo, Luba, Mongo, Nyarwanda, Zulu etc. constituem na sua vida di\u00e1ria \u00e9 um sistema [kimpa\/fu] pelo qual a terra, fonte&nbsp; de felicidade e b\u00ean\u00e7\u00e3o a toda vida terrestre, n\u00e3o perten\u00e7a aos indiv\u00edduos, senhorios ou ao Estado, como se verifica, respectivamente, no caso do sistema capitalista e do comunista, mas \u00e0 essencial comunidade fundamental, k\u00e2nda, e todos os seus membros, sejam eles pobres, ricos, eruditos, est\u00fapidos, jovens, anci\u00e3os. Todos eles disp\u00f5em de inteiro acesso \u00e0 terra inalien\u00e1vel. Conforme um prov\u00e9rbio kongo dia: \u201cA terra da comunidade \u00e9 nossa vida\u201d [n\u2019toto wa k\u00e2nda ni m\u00f4yo \u00e8to].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o Pe. Dias que, ao nos informar sobre as principais festas do Curral Del Rei, no advento da constru\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte, acaba por nos indicar a for\u00e7a das culturas africanas nelas imbricadas:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CITA\u00c7\u00c3O: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>As festas principaes da freguezia eram: &#8211; a da Padroeira a 15 de agosto; a do Divino, a de <strong>Santa Efigenia, a de S. Sebasti\u00e3o, a de Santo Antonio, a do Reinado do Rosario<\/strong>, e as solemnidades da Semana Santa. (&#8230;) O <strong>Reinado<\/strong> fazia-se regularmente na primeira dominga de outubro, dia este de grande gala para os pretos, por ser o de sua festa predilecta. Neste dia ostentavam-se pelas ruas garbosos, e alegremente dan\u00e7ando ao som cadencioso de seus tambores, de seus adufes e de suas sambucas, produzindo fortes e vibrantes pandorgas \u2013 tudo em honra e louvor da <em>Senhora do Rosario<\/em>, como diziam elles. Na capella resava-se ou cantava-se a missa; e \u00e0 tarde, a ceremonia da deposi\u00e7\u00e3o dos reis velhos com seu estado maior, e a elei\u00e7\u00e3o dos novos, que deveriam exercer no anno futuro, etc., etc. As festas de S. Sebasti\u00e3o e de Santo Antonio nem sempre se faziam, e \u00e0s vezes eram feitas com alguma irregularidade de tempo. As do Divino e de S. Efigenia eram feitas em tempo pr\u00f3prio; ultimamente, porem, por for\u00e7a das circumstancias, que dificultavam frequentes vindas de m\u00fasica e de padres, passaram a celebrar-se unidas \u00e0 da Padroeira, que sempre se fez no dia 15 de agosto. (DIAS, 1987 [1897], p. 49)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel observar, a despeito do que sugeria certo discurso historiogr\u00e1fico ao postular uma suposta inexist\u00eancia de fontes sobre pessoas negras para a hist\u00f3ria de Belo Horizonte, conseguimos identificar uma diversidade de registros que nos permite da vida dessas pessoas, desde as origens coloniais que marcam a produ\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. No Curral Del Rei, al\u00e9m da Irmandade do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos, respons\u00e1vel pela capela do Ros\u00e1rio que foi destru\u00edda em 1895, durante as obras da constru\u00e7\u00e3o da Capital; viveu gente como Francisca Correia (Mina), liberta e Manoel da Rocha (Benguela) &#8211; em meados do s\u00e9culo XVIII, Francisca era sacerdotiza de um calundu que se dava na regi\u00e3o que divisava as atuais Pampulha e Venda Nova.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Reproducao-de-imagem-do-que-foi-o-Largo-do-Rosario-em-Belo-Horizonte-Projeto-Paisagens-Pitorescas_IFMG-OP.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1808\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Reproducao-de-imagem-do-que-foi-o-Largo-do-Rosario-em-Belo-Horizonte-Projeto-Paisagens-Pitorescas_IFMG-OP.jpg 1024w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Reproducao-de-imagem-do-que-foi-o-Largo-do-Rosario-em-Belo-Horizonte-Projeto-Paisagens-Pitorescas_IFMG-OP-300x200.jpg 300w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Reproducao-de-imagem-do-que-foi-o-Largo-do-Rosario-em-Belo-Horizonte-Projeto-Paisagens-Pitorescas_IFMG-OP-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reconstru\u00e7\u00e3o de imagem do que foi o Largo do Ros\u00e1rio, em Belo Horizonte. Projeto Paisagens Pitorescas, IFMG-OP.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos registros de liberdade dispon\u00edveis temos not\u00edcia das estrat\u00e9gias de conquista da liberdade por gente como Gertrudes, parda (1836), Clem\u00eancia, crioula (1837), Quintiliano, crioulo (1843), Fortuoza (1853), Caetano, Africano, mais de 60 anos (1854), Joana Mina (1867), Silv\u00e9rio, mulato (1867); Severa, crioula (1843 &#8211; condicional), Joaquina, crioula (1857 &#8211; alforria condicional), Guilhermina Parda, Rog\u00e9rio Pardo, Cl\u00e1udia Crioula, Rita Mesti\u00e7a e \u00e0s\/aos africanas\/os Jo\u00e3o Mariano Africano, Maria do C\u00e9u, Germano, Joanna (libertos em 1860, mas Carta de liberdade registrada em 1864 &#8211; alforria condicional).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1831, \u201cJoaquina, crioula \u2013 Rita parda \u2013 Cassiana parda \u2013 Rufino \u2013 pardo \u2013 Felicidade creoula \u2013 Antonia creoula \u2013 Jos\u00e9 Creoulo\u201d herdaram de sua ent\u00e3o senhora Ant\u00f4nia Gertrudes da Fonseca, as terras da Fazenda Bonsucesso que lhe cabiam. Parte da ascend\u00eancia do Quilombo de Lu\u00edzes prov\u00e9m tamb\u00e9m desta comunidade que, em 1916, era constitu\u00edda por 79 pessoas filhas, netas, bisnetas dos 07 que haviam herdado a fazenda. E estavam em luta na defesa do seu direito \u00e0quelas terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1895, Dona Maria, denominada \u201cMaria Papuda\u201d e, atualmente, homenageada pelos movimentos de moradia locais de \u201cMaria do Arraial\u201d, foi uma das pessoas que teve sua cafua destru\u00edda pelas a\u00e7\u00f5es de Aar\u00e3o Reis e a Comiss\u00e3o Construtora. Sua morada era localizada nas imedia\u00e7\u00f5es do atual Pal\u00e1cio da Liberdade e Circuito Liberdade. Ela foi negativamente transformada em lenda urbana &#8211; assim como outros personagens negros da cidade &#8211; pois, teria decretado a infelicidade de quem fosse morar no lugar, em decorr\u00eancia da expuls\u00e3o que ela estava sofrendo: coincid\u00eancia ou n\u00e3o, alguns governadores do Estado faleceram nas depend\u00eancias do Pal\u00e1cio da Liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontramos informa\u00e7\u00f5es referentes aos antigos habitantes negros do Curral Del Rei tamb\u00e9m no Livro de Registros do Cemit\u00e9rio Municipal que nos diz sobre, dentre outas\/os:: Manoel Lino, africano, 100 anos; Raimundo de Souza, preto 40 anos; Lauriano Nogueira, preto, 73 anos; Eug\u00eanio, preto, idade n\u00e3o informada; Justino de tal, preto (1902); Miguel, preto, 56 anos e Isidoro, Africano, 120 anos, falecidos, respectivamente em:, 1898, os dois primeiros, 1899, 1901, 1902, 1900 e 1902.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos que ali estavam, iam juntando-se milhares de migrantes negras\/os de outras regi\u00f5es de Minas e mesmo de outros estados do pa\u00eds, desde o advento da constru\u00e7\u00e3o da Capital, em fins do s\u00e9culo XIX. Muitas pessoas, para al\u00e9m dos oper\u00e1rios empregados nas obras de constru\u00e7\u00e3o da cidade, vieram acompanhando antigos senhores\/as e\/ou empregadoras\/es de Ouro Preto\/Vila Rica que constitu\u00edam o corpo de profissionais liberais ou da administra\u00e7\u00e3o governamental &#8211; foi o caso da fam\u00edlia de Dona Efig\u00eania, Mametu Muiand\u00ea, sacerdotisa do Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, cuja m\u00e3e veio acompanhando a fam\u00edlia de um militar de Ouro Preto. Mas a cidade, que seguia em obras, s\u00e9culo XX adentro, continuou atraindo esta popula\u00e7\u00e3o de migrantes, desde ent\u00e3o, interessados pelas promessas de vida melhor em termos de acesso \u00e0 sa\u00fade e empregos variados &#8211; a despeito da precariedade que era tamb\u00e9m caracter\u00edstica \u00e0 vida da gente negra livre em muitas regi\u00f5es das Minas, desde muito antes de 1888.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"584\" src=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1-1024x584.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1809\" srcset=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1-1024x584.jpg 1024w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1-300x171.jpg 300w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1-768x438.jpg 768w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1-1536x876.jpg 1536w, https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/10\/Construcao-do-Monumento-a-civilizacao-mineira-na-Praca-Rui-Barbosa_1926-1930_Museu-Historico-Abilio-Barreto-1-1.jpg 1944w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Constru\u00e7\u00e3o de momumento \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o mineira na Pra\u00e7a Rui Barbosa, 1926-1930. Fonte: Museu Hist\u00f3rico Ab\u00edlio Barreto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CITA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>(&#8230;) na alameda \u00e0 direita de quem ia rumo ao Pal\u00e1cio, caminhavam rapazes e mo\u00e7as de fam\u00edlia; na esquerda, que passava ao p\u00e9 do coreto, criadas e soldados de pol\u00edcia. Uma rua central, em meio a renques de palmeiras-imperiais, separava sociedade e plebe; democr\u00e1ticas as roseiras floriam indiscriminadamente do lado preto e do lado branco. (&#8230;) Depois da retreta, que acabava \u00e0s nove da noite, as mulatas desciam para outro footing, o da Avenida, e dali iam para cinemas-poeira ou sumiam com os namorados pelo Parque. (ANJOS, Cyro dos. A menina do sobrado. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1979, p. 238.)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>E, a despeito do fato de a cidade que j\u00e1 se inaugurava racialmente segregada, seguir negligenciando o direito da gente negra e ind\u00edgena a ela, essas popula\u00e7\u00f5es se fazem presentes, subvertendo as l\u00f3gicas excludentes e, ao lutar por direitos que garantam o bem viver coletivo, seguem participando da constru\u00e7\u00e3o da cidadania no pa\u00eds. As lutas em torno do direito \u00e0 mem\u00f3ria integram, cada vez mais fortemente, seus projetos. Seguem, em honra aos que aqui chegaram, por conta da viol\u00eancia do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico e da escravid\u00e3o e, contra toda sorte de nega\u00e7\u00e3o de sua humanidade, forjaram como foi poss\u00edvel a vida legada \u00e0s gera\u00e7\u00f5es do presente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>ANJOS, Cyro dos. A menina do sobrado. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1979.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>BOTELHO, Tarc\u00edsio R. A migra\u00e7\u00e3o para Belo Horizonte na primeira metade do s\u00e9culo XX. <em>Cadernos de Hist\u00f3ria<\/em>, Belo Horizonte, v. 9, n. 12, p. 11-33, 2\u00ba sem. 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.pucminas.br\/cadernoshistoria\/article\/view\/2906\">https:\/\/periodicos.pucminas.br\/cadernoshistoria\/article\/view\/2906<\/a>. Acesso em: 30 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>BORSAGLI, Alessandro. <em>Arraial de Bello Horizonte: a Ruralidade da Nova Capital de Minas Gerais<\/em>. Belo Horizonte: Clube dos Autores, 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>BRASIL. <em>Belo Horizonte<\/em>. Ibge Cidades. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cidades.ibge.gov.br\/brasil\/mg\/belo-horizonte\/panorama\">https:\/\/cidades.ibge.gov.br\/brasil\/mg\/belo-horizonte\/panorama<\/a>. Acesso em 10 de outubro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>GOMES, \u00c2ngela Maria da Silva. Rotas e di\u00e1logos de saberes da etnobot\u00e2nica transatl\u00e2ntica negro-africana: Terreiros, Quilombos, Quintais da Grande BH. 2009. Tese (Doutorado em Geografia). Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2009. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufmg.br\/items\/d9a49c6b-a94f-4e20-97eb-65c91ce0dd4f\">https:\/\/repositorio.ufmg.br\/items\/d9a49c6b-a94f-4e20-97eb-65c91ce0dd4f<\/a>. Acesso em: 30\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>DIAS, Pe. Francisco Martins. <em>Tra\u00e7os Hist\u00f3ricos e Descriptivos de Bello Horizonte<\/em>. Arquivo P\u00fablico Mineiro. Belo Horizonte, 1997 [1897].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>FU-KIAU. Kimbwand\u00e8nde Kia Bunseki. <em>O livro africano sem t\u00edtulo<\/em>: cosmologia dos Bantu-Kongo. [Tradu\u00e7\u00e3o e nota \u00e0 edi\u00e7\u00e3o brasileira: Tigan\u00e1 Santana]. 1a. ed. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3, 2024 [2001].<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>FUNDA\u00c7\u00c3O MUNICIPAL DE CULTURA. <em>Salve Maria. Mem\u00f3ria da religiosidade afro-brasileira em Belo Horizonte<\/em>: Reinados negros e Irmandades do Ros\u00e1rio. Belo Horizonte: Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura, 2006.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>PEREIRA, Josemeire. A eloqu\u00eancia dos sil\u00eancios: mem\u00f3ria das experi\u00eancias negras na hist\u00f3ria. In: ESTADO DE MINAS. 19.nov.2021. Caderno Pensar. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2021\/11\/19\/interna_pensar,1323917\/a-eloquencia-dos-silencios-memoria-das-experiencias-negras-na-historia.shtml\">https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2021\/11\/19\/interna_pensar,1323917\/a-eloquencia-dos-silencios-memoria-das-experiencias-negras-na-historia.shtml<\/a>. Acesso em 30 de outubro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>PEREIRA, Josemeire Alves. <em>Para Al\u00e9m do Horizonte Planejado: racismo e produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano em Belo Horizonte (s\u00e9culos XIX e XX)<\/em>. 2019. Tese (Doutorado em Hist\u00f3ria Social). Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>PEREIRA, Josemeire Alves; CRAVEIRO, Carolina. Belo Horizonte. In: LIB\u00c2NIO, Clarice.&nbsp; (Org.) <em>Guia da Cidadania e Identidade Metropolitana da RMBH<\/em>. Belo Horizonte: Favela \u00e9 Isso A\u00ed!, 2018. (Col. Prosa e Poesia no Morro). (p. 39-51).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>SILVA, Lisandra Mara; PEREIRA, Josemeire Alves. O estigma do invasor na produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano: o caso de Belo Horizonte. <em>In<\/em>: PEREIRA, Josemeire Alves; LIB\u00c2NIO, Clarice. (Org.) <em>Periferias em Rede<\/em>: experi\u00eancias e perspectivas. Belo Horizonte: Favela \u00e9 Isso A\u00ed, 2018. (p. 29-50).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>SILVA, Lisandra Mara. <em>Propriedades, Negritude e Moradia na Produ\u00e7\u00e3o Social da Segrega\u00e7\u00e3o Racial da Cidade<\/em>: cen\u00e1rio de Belo Horizonte. 2018. Disserta\u00e7\u00e3o. (Mestrado) \u2013 Escola de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/hdl.handle.net\/1843\/MMMD-B7CGVF\">https:\/\/hdl.handle.net\/1843\/MMMD-B7CGVF<\/a> Acesso em 30.10.2025.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>TASSINI, Raul. <em>Verdades hist\u00f3ricas e pr\u00e9-hist\u00f3ricas de Belo Horizonte antes Curral Del Rey. Belo Horizonte<\/em>. Belo Horizonte: s. n., 1947.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Josemeire Alves Pereira A atual capital de Minas Gerais foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 e est\u00e1 situada na regi\u00e3o central do Estado, ocupando uma \u00e1rea urbanizada de 274,04 Km2. 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