{"id":1299,"date":"2025-09-07T19:48:01","date_gmt":"2025-09-07T22:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/?page_id=1299"},"modified":"2025-10-27T15:24:39","modified_gmt":"2025-10-27T18:24:39","slug":"verbete-ile-axe-omin-ina-opara-oju-aganju","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/verbete-ile-axe-omin-ina-opara-oju-aganju\/","title":{"rendered":"Verbete: Il\u00ea Ax\u00e9 Omin In\u00e3 Opar\u00e1 Oju Aganju"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: <a href=\"https:\/\/mg.passadospresentes.com.br\/cidades-negras\/participante\/silvia-brugger\/\">Silvia Br\u00fcgger<\/a> e Giovanna Guimar\u00e3es Silva<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">HIST\u00d3RICO:<\/h4>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>O Il\u00ea Ax\u00e9 Omin In\u00e3 Opar\u00e1 Oju Aganju \u00e9 um terreiro de candombl\u00e9, localizado no bairro do Tejuco, em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, comandado por Pai Binha d\u00b4Oxum. O babalorix\u00e1 conviveu com o universo das religi\u00f5es de matrizes africanas desde a inf\u00e2ncia. Seu pai dirigia um terreiro de umbanda, que funcionava nos fundos da casa da fam\u00edlia. Sua primeira manifesta\u00e7\u00e3o espiritual ocorreu aos seis anos de idade. Aos 15 anos, foi diagnosticado com um problema card\u00edaco. No entanto, uma entidade que Binha recebia, um Boiadeiro, lhe disse que seu problema era de ordem espiritual e com orix\u00e1 de candombl\u00e9. Em raz\u00e3o disso, foi a uma sa\u00edda de santo em um terreiro em Lavras. Nesta festa, ele \u201cbolou no santo\u201d, ou seja, entrou em transe, incorporando Oxum. Foi recolhido ao quarto e passou pelo cuidado necess\u00e1rio para o santo subir. Ao final da cerim\u00f4nia, foi avisado pelo pai de santo da casa que o seu orix\u00e1 queria feitura, ou seja, que ele deveria ser iniciado no candombl\u00e9. Seu pai n\u00e3o aceitava os sacrif\u00edcios praticados no candombl\u00e9, mas foi convencido pelo Boiadeiro, entidade que Binha recebia, da necessidade daquela inicia\u00e7\u00e3o. Binha foi iniciado em Lavras. Mas depois de algum tempo passou a frequentar o terreiro de Pai Lu\u00eds d\u00b4Oxum, em Itagua\u00ed, no Rio de Janeiro. Foi l\u00e1 que deu a sua obriga\u00e7\u00e3o de sete anos, passando a ter condi\u00e7\u00f5es de se tornar babalorix\u00e1 e abrir seu pr\u00f3prio terreiro. A primeira sede do terreiro de Pai Binha foi a tenda de umbanda de seu pai. Este j\u00e1 idoso n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de cuidar das obriga\u00e7\u00f5es religiosas da casa. Em 2002, Pai Binha assumiu o cuidado do espa\u00e7o, que precisou passar por um trabalho espec\u00edfico, feito por Pai Lu\u00eds de Oxum, para plantar um fundamento de candombl\u00e9, preparar o port\u00e3o e os quartos de ia\u00f4s. Um tempo depois, com o crescimento da casa, Pai Binha precisou mudar o terreiro para um espa\u00e7o maior e ele foi constru\u00eddo bem pr\u00f3ximo \u00e0 Serra do Lenheiro, pr\u00f3ximo a uma cachoeira. Com um muro amarelo e um tronco com chifres vis\u00edveis do exterior, na entrada do terreiro, pelo lado de dentro, h\u00e1 a firmeza da casa, refer\u00eancias a Exu, orix\u00e1 da comunica\u00e7\u00e3o. Um pouco mais para frente, existe uma \u00e1rvore com tecidos, fitas e imagens de corujas, representando a casa das I\u00e1 Mi Oxorang\u00e1, m\u00e3es ancestrais, que habitam o topo das \u00e1rvores. Do lado direito do terreno, tem uma constru\u00e7\u00e3o destinada aos filhos da casa, uma cozinha e, ao fundo, um lugar destinado aos animais usados em oferendas, bodes, galinhas e patos. O sal\u00e3o do terreiro \u00e9 acessado por alguns degraus, amplo, com paredes azuis. Duas portas do lado esquerdo d\u00e3o acesso ao ronc\u00f3, espa\u00e7o destinado \u00e0s ia\u00f4s. Entre as duas portas, o trono do pai de santo e outros dois menores, destinados aos filhos mais velhos da casa e a convidados especiais. Acima dos tronos, quadros de Xang\u00f4 e Oxum, orix\u00e1s do babalorix\u00e1. No centro do sal\u00e3o, existem os vasos de barro e acima deles, sustentada por uma estrutura de ferro, est\u00e1 a cumieira, ponto de energia do terreiro, por onde o Orum se comunica com o Ay\u00ea, o c\u00e9u com a terra. Na parede ao fundo do sal\u00e3o, tem dezesseis quadros com imagens dos orix\u00e1s. O terreiro funciona \u00e0s segundas-feiras, a partir da 20h, com rituais de Quimbanda. As festas dos Orix\u00e1s, em geral, acontecem em s\u00e1bados previamente agendados, tamb\u00e9m a partir das 20h. Os dias de celebra\u00e7\u00f5es, muitas vezes, provocam reclama\u00e7\u00f5es da vizinhan\u00e7a, que chega a chamar a pol\u00edcia, em clara manifesta\u00e7\u00e3o de racismo religioso. Mas Pai Binha afirma que a pol\u00edcia j\u00e1 est\u00e1 t\u00e3o acostumada com o terreiro, que nem d\u00e1 mais aten\u00e7\u00e3o aos chamados.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tejuco | S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, MG | Brasil |<\/h4>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS:<\/h4>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>TEIXEIRA, R. T. A voz dos atabaques na cidade onde os sinos falam: trajet\u00f3rias de vida de m\u00e3es e pais de santo em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (MG) [disserta\u00e7\u00e3o]. S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei: Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei; 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Silvia Br\u00fcgger e Giovanna Guimar\u00e3es Silva HIST\u00d3RICO: O Il\u00ea Ax\u00e9 Omin In\u00e3 Opar\u00e1 Oju Aganju \u00e9 um terreiro de candombl\u00e9, localizado no bairro do Tejuco, em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, comandado por Pai Binha d\u00b4Oxum. O babalorix\u00e1 conviveu com o universo das religi\u00f5es de matrizes africanas desde a inf\u00e2ncia. 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